Você sabia que Deus nos vê como uma maçã? Talvez pareça apenas mais um gancho para te instigar a ler o texto até o fim, mas não é. Deus realmente nos enxerga como maçãs, e é sobre isso que quero que você reflita. Vamos ao contexto…
Há alguns anos, o Criador do universo decidiu conceder liberdade a um povo que havia passado por quatrocentos anos de escravidão — ou cerca de quatro gerações. Imagine que você recebe uma bênção tão grande como essa; suas atitudes para com Deus mudariam? Provavelmente, você agiria de uma maneira que demonstrasse sua imensa gratidão. Mas o povo em questão mostrou-se ingrato… Distanciou-se dos caminhos do Senhor e decidiu andar com seus próprios pés.
Com o passar do tempo, pagaram pelas consequências de seus atos ao escolherem governantes tiranos, que usurpavam seus direitos.
“Um império em ascensão”: esse era o comentário mais ouvido nas ruas de Jerusalém. Nabucodonosor, rei da Babilônia, era conhecido e temido por todas as nações do Oriente, inclusive pelos israelitas. Ao decidir invadir a região, o rei levou cativos homens e mulheres, dando fim à liberdade concedida por Deus.
E então o povo decide retornar às veredas antigas:
“Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas” (Jeremias 6:16).
Ao tomar uma decisão, ficamos ansiosos e incertos pelo que virá a seguir… A nação escolhida retornava a Jerusalém vagarosamente, receosa, com medo de tudo o que poderia acontecer no futuro, caso se distanciassem novamente de Deus. E o que Ele faz? Ele conforta, pois “perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido” (Salmos 34:18).
Como consolo, o Senhor levanta um profeta para completar esse “quebra-cabeça”. Zacarias, filho de Baraquias, entra em cena, trazendo profecias repletas de esperança para os tempos futuros. Em seu livro, está escrito:
“Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: Ele me enviou para buscar a sua glória entre as nações que saquearam vocês, porque todo aquele que tocar em vocês toca na menina dos seus olhos” (Zacarias 2:8).
Sabe, existem algumas partes do nosso corpo extremamente sensíveis, como os olhos. Neles, há uma pequena região bem no centro, comumente chamada de “pupila”. A pupila é protegida por diversos mecanismos do corpo, pois, ao ser atingida, a visão do indivíduo é prejudicada. Portanto, o Senhor afirma que cuida de nós como a “menina dos seus olhos”, protegendo-nos para que ninguém nos toque ou machuque.
Contudo, na tradução para o inglês, essa expressão se torna “apple of His eye”, ou seja, “maçã dos olhos de Deus”. Quem diria? Deus realmente nos vê como maçãs… No Oriente Médio, frutas redondas simbolizam preciosidade e riqueza, e, para Deus, somos preciosos dessa maneira — como maçãs!
Infelizmente, no mundo de pecado em que vivemos, enfrentamos perrengues e problemas constantemente. Mas você já parou para pensar que, em alguns momentos, nós nos sabotamos, ao nos colocar nessas situações? Um exemplo prático é o relacionamento. Em relações desequilibradas, o amor deixa de ser demonstrado, abrindo espaço para a indiferença, ciúmes e, em casos mais extremos, a violência. Ao decidirmos permanecer em relações assim, deixamos de lado o fato de que somos o fruto doce e precioso dos olhos de Deus.
Talvez o seu problema hoje não seja um relacionamento ruim. Talvez seja um emprego com salário baixo, ou um curso que você começou e não vê mais motivos para terminar. Ou ainda perrengues inevitáveis, como a perda de alguém amado… Releia as palavras do Senhor:
“Porque todo aquele que tocar em vocês toca na menina dos meus olhos.” – a promessa não é a ausência de problemas, mas a certeza do cuidado de Deus.
Você decide permanecer em relacionamentos abusivos? Lembre-se: você é a maçã dos olhos de Deus. Seus problemas parecem te sufocar? Lembre-se: você é a maçã dos olhos de Deus.
Se Deus afirmou isso a um povo rebelde e inconstante, que continuamente virava as costas para Ele, não importa quão longe você tenha ido — você continuará sendo a “maçã dos olhos de Deus”.
Você é o fruto doce e precioso do Senhor!
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