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Inspiração

Deus não é chato, Ele é pai

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Quero iniciar com uma história, imagine comigo!

Um casal acaba de vivenciar o nascimento de seu primeiro filho, no entanto, no momento em que os pais tomariam o bebê nos braços para levá-lo para casa o hospital percebe que a criança havia misteriosamente desaparecido. Após verificarem as câmeras de segurança percebem que o bebê havia sido roubado por alguém sem possibilidades de identificação. Enquanto os pais desolados retornam a casa, o bebê havia acabado de ser registrado como Adam por um homem ambicioso que desejava viver sua vida com suas próprias regras.

O homem possuía um caráter duvidoso, o que impactou a educação da criança. Em uma casa cheia de mentiras e vícios, permitia a ela escolher qual possibilidade seria mais interessante independente de seu impacto. Desse modo, motivada pela curiosidade foram inúmeros os acidentes e as dores como choques na tomada, e queimaduras com panelas, velas e ferro de passar roupa, além de dores de barriga, dores de dente, desnutrição e infecções devido as escolhas alimentares e de higiene. A ideia “posso fazer tudo o que quero” também resultou em problemas na escola quando confrontada por professores e colegas de classe, o que revelou também um comportamento agressivo. No entanto, enquanto o homem a incentivava a buscar a própria forma de viver a vida tendo sempre todas as opções a mesa, também a criticava sempre que algo não acontecia positivamente e a punia. Essa conduta perdurou durante toda a primeira infância – fase crucial do desenvolvimento humano, na qual são formadas as bases do cérebro e as habilidades físicas, cognitivas, socioemocionais e de linguagem.

Após 10 anos, o casal conseguiu encontrar Adam, o filho que havia perdido, e levá-lo em segurança ao lar que lhe pertencia desde o início. Em meio ao processo meio complexo de registro que havia sido feito pelo homem, o casal propôs adotar seu próprio filho e iniciarem uma história juntos, no entanto muito já lhe havia sido ensinado através de péssimos exemplos e testes próprios. Os primeiros momentos foram difíceis, as regras de sua verdadeira casa pareciam impossíveis para a criança, mesmo que ao final de um dia seguindo-as estivesse limpa, sem dor, saciada e com um sono regrado. Embora estivesse bem distante do sujeito que a sequestrara, o tempo que estiveram juntos ainda fazia com que Adam testasse os novos limites e sentisse uma dor ainda maior quando punido.

Certo dia, após algumas semanas, seus pais convidaram Adam para ajudar-lhes com alguns afazeres. O primeiro deles foi o almoço. Seus pais alertaram sobre o cuidado que deveria ter com a faca e como utilizá-la com cautela e tudo deu certo, em seguida ao colocar as coisas na mesa, explicaram o porquê de mamãe sempre utilizar um pano para levar as panelas a mesa, já que ele apenas auxiliava a retirar quando todos os recipientes já estavam vazios e frios. Pouco a pouco ele se lembrou de cada dor que havia vivido, as quais seus pais nem imaginavam, e ao mesmo tempo como cada uma delas poderia ter sido evitada se aquele homem, como seus verdadeiros pais o tivessem advertido, mesmo que sob alguns “não pode”.

Essa história embora seja bem dolorida nos permite refletir sobre nossa relação com Deus e um pouco de como Satanás age conosco. Enquanto Deus assim como os pais de Adam realiza cada ação com amor, cuidado, carinho e consideração, Satanás nos incentiva a seguir caminhos que não vão ser de fato como desejamos e ao cairmos e falharmos ele nos humilha. Por mais que diferente de Adam muitas vezes tenhamos pais terrenos extremamente amorosos, sábios e didáticos ainda começamos nossa jornada sob o julgo do pecado e sofremos influências de Satanás as vezes por um extenso período. Quando olhamos para as regras de Deus com as lentes sujas de pecado e uma vida muito marcada pela busca do nosso próprio jeito de viver, como na história, podemos encará-las como pesadas, chatas ou até mesmo uma prisão. Mas, um olhar mais atento nos permitirá perceber que em cada “não” de Deus há cuidado. Afinal, Ele mesmo disse: “Eu repreendo e disciplino aqueles que amo”(Apocalipse 3:19) e João na parte final de 1João 5:3 disse “e os seus mandamentos não são pesados.”

Quero te fazer um convite: olhe para um “não” de Deus e se pergunte “do que Ele está me protegendo?”. Essa pergunta poderá até mesmo ser dirigida a Ele através de uma oração, se desejar. Apenas te peço que esteja disposto a ouvir a resposta, porque nem sempre queremos proteção.

CWU – Come With Us

Nicole Kranmer

Sou graduanda em Tradução e Interpretação Libras/Língua Portuguesa, apaixonada pela escrita e cativada por detalhes que podem tornar tudo mais especial. Nasci no cristianismo, mas vivi o momento em que o Deus dos meus pais se tornou o meu e hoje tagarelo com Ele em tempo integral sobre tudo, busco seguir sua santa vontade e vivo uma chuva de aprendizados e bençãos.

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